Autismo e Terapia Ocupacional

 

Autismo? Tema complexo e amedrontador para os pais e familiares de uma criança que possui o diagnóstico, no entanto, falar sobre é fundamental para entendermos o “funcionamento” da criança autista. Primeiramente, é importante saber que o autismo é um transtorno global do desenvolvimento, em que os sintomas se manifestam por volta dos 36 meses de vida, afetando a vida social, comunicação (verbal e não-verbal) e comportamento, interferindo diretamente nas  AVD´s (Atividades de vida diária). As AVD´s são, basicamente, as atividades cotidianas de uma pessoa, que são, desde escovar os dentes, cozinhar, estudar, dirigir, andar de bicicleta, interagir socialmente, até trabalhar; são atividades cotidianas que fazem sentido para aquela pessoa em questão, ou que são esperadas em uma determinada fase da vida.

O sintoma mais aparente no autista é o isolamento, a preferência em ficar só e a dificuldade em manter contato visual “olhos nos olhos”. A criança autista não brinca ou interage com outras crianças (o que é primordial para seu desenvolvimento), apresenta  movimentos estereotipados (repetitivos), como ficar balançando a cabeça, não antecipa ações e buscam outras pessoas para realizar suas ações, como pegar a mão de outra pessoa e leva-la para fazer algo que ela quer. Pode haver ausência total da fala, repetição constante de palavras ou frases sem finalidade, o que prejudica o desenvolvimento social da criança e a independência. Podem apresentar ainda, uma flacidez postural, com um andar desajeitado ou extravagante.

Algumas crianças ainda podem apresentar hiperatividade, autoagressão (como morder as mãos), comportamento explosivo, distúrbios alimentares, medos de objetos inofensivos e aversão às texturas também são comuns. Às vezes os pais não compreendem esses medos, como medo de barbante, de grama, de bola. Os distúrbios alimentares os fazem desprezar certos tipos de alimentos como alguns tipos de frutas, comidas pastosas ou com texturas diferentes. Essas aversões e medos estão ligadas à sensibilidade da criança autista, que é diferente de outras crianças, podendo ser maior ou menor e necessitando de menos ou mais estímulos à esses objetos. Tais aversões vão, como já mencionado antes, interferir nas AVD´s dessa criança, causando problemas mais sérios como baixo peso, dificuldades de aprendizagem, interação social e independência funcional.

O tratamento inclui equipe multidisciplinar, a depender dos sintomas apresentados, e pode ser composta por: psicólogo, fonoaudiólogo, pediatra, neurologista, pedagogo e terapeuta ocupacional. O Terapeuta Ocupacional vai agir diretamente nas AVD´s, através do processo de modulação sensorial. A Terapia Sensorial é exercida pelo Terapeuta Ocupacional e tem como objetivo adequar às Atividades de Vida Diária da criança, promovendo sua interação social, independência funcional (que também pode ser atingida através de reabilitação física), promoção do brincar e modulação sensorial. A terapia sensorial utiliza-se de meios que promoverão o equilíbrio sensorial da criança, a fim de promover uma resposta sensorial mais organizada e madura através dos sentidos: Sentido do toque; sentido da posição do corpo; sentido do movimento; coordenação motora; sentido gustativo.

Além da terapia sensorial, a Terapia Ocupacional utilizará de meios como o treinamento de habilidades específicas, psicomotricidade, terapia musical, brincadeiras dirigidas com finalidades específicas para cada caso. Outros recursos também podem ser utilizados pelo terapeuta ocupacional, vai depender da especificidade de cada criança.

Para mais esclarecimentos, consulte um Terapeuta Ocupacional!

 

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