Sobre a Ansiedade

May 10, 2017

A ansiedade aparece como um dos males da contemporaneidade e vem atingindo milhares de pessoas em todo o mundo. As consequências acarretadas pelos quadros de ansiedade podem ser diversas, o fato é que ela acaba tornando a vida do sujeito disfuncional, lhes causando diversos desconfortos e transtornos em sua vida prática , o predispondo assim a quadros de sofrimento psíquico. O transtorno de ansiedade envolve variados sintomas no organismo e abarca desde questões de ordem psicológica/emocional até as físicas.
Segundo Balonne; Ortolani e Neto (2007), nos quadros de ansiedad
e o sujeito apresenta tensão muscular, cansaço fácil e hiperatividade autônoma, representadas por palpitações, falta de ar, sudorese, enjoo, nervosismo, além de irritação e sensibilidade exacerbada aos acontecimentos do cotidiano. De acordo com Horney (1964), muitas vezes a experiência da ansiedade é confundida com a do medo.
Apesar de se relacionar as reações a algum tipo de perigo, esses sentimentos se distinguem no que tange a sua origem. Nesse caso o medo seria uma reação que traz em si uma base concreta, real e objetiva ao qual o sujeito consegue caracterizá-lo. Opostamente, a ansiedade corresponde aos significados subjetivos dos sujeitos frente a determinadas vivências de sua vida, cuja origem é por ele desconhecida (irracional) (Horney, 1964).
Para Balonne, et. al (2007) a ansiedade se apresenta ao sujeito como um opositor invisível que se faz presente a qualquer hora do dia, não respeitando tempo nem espaço. É importante salientar que a ansiedade pode advir das crenças imaginárias que o sujeito constrói e cristaliza em um dado período de sua vida e que pode leva-lo a experimentar sentimentos de incapacidade e impotência diante de situações que lhes exigem um posicionamento.
Horney (1964), acredita que a ansiedade é um sinal de alerta de que há algo no mundo interno do indivíduo que não está bem. No que tange o tratamento psicológico da ansiedade, Balonne, et. al (2007) enfatiza que se deve buscar as causas no universo subjetivo peculiar a cada sujeito. É através da história singular de casa sujeito e consequentemente na busca do entendimento dos processos vivenciais e afetivos presentes na ansiedade do sujeito que se poderá chegar a gênese dos conteúdos geradores do sofrimento. Descobrindo as causas ocorre necessariamente a diminuição ou eliminação dos sintomas, ponto imprescindível para a retomada, como disse Freud (2016), da capacidade prática de realização e fruição do sujeito.

Bruno de Vasconcelos – CRP 01/19474

Fonte: Balone, G., J., Ortolani, I., V. & Neto, E., P. (2007). Da Emoção à Lesão: Um guia de Medicina Psicossomática. Malone.
Horney, K. (1964). A personalidade neurótica de nosso tempo. Civilização Brasileira.
Freud, S. (2016). Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (2016). Companhia das letras.

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