São muitos os pais que vem procurando encontrar soluções para remediar os problemas de aprendizado que os filhos enfrentam nas escolas. Por vezes, essa busca acontece em decorrência das observações no próprio meio doméstico ou por meio de sinalizações oriundas da escola em que a criança encontra-se em processo de aprendizagem. Seja pela família ou pela escola,  essa busca faz com que os mesmos encontrem um profissional que cada vez mais vem se destacando pela sua importância. É no psicopedagogo que a família consegue encontrar a ajuda para driblar as dificuldades de aprendizagem das crianças, adolescentes  e até mesmo de adultos.

Partindo da análise da palavra psicopedagogia, pode-se observar que esta reúne  em si duas grandes áreas de atuação: psico (psicologia) e a pedagogia. O campo dessa mediação recebe também influências da psicanálise, da linguística, da semiótica, da neuropsicologia, da psicofisiologia, da filosofia humanista-existencial e da medicina. A psicopedagogia clínica ou institucional constitui profissionais preparados para atender crianças, adolescentes ou adultos com problemas de aprendizagem que atuam diretamente na sua prevenção, diagnóstico e tratamento. O psicopedagogo pode atuar em escolas , empresas (psicopedagogia institucional) ou na clínica (psicopedagogia clínica). Na clínica o psicopedagogo, por meio do diagnóstico clínico, tem inicialmente como objetivo identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para essa investigação, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA e  anamnese. O psicopedagogo também fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, a importância da frequência e da presença e o que ocorrer, ou seja, fará o enquadramento. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, constitui fator preponderante durante a investigação e deve ser relatado pelos pais ou responsáveis ao final das sessões por meio da entrevista chamada anamnese. O processo de diagnóstico virá a confirmar ou não as suspeitas de  de problemas de aprendizagem levantadas pelo psicopedagogo.  De acordo com o que foi identificado pelo profissional de psicopedagogia, este poderá indicar um acompanhamento psicopedagógico ou um outro profissional como o psicólogo, o fonoaudiólogo, o  neurologista, de acordo com a particularidade do caso.

TRATAMENTO
É brincando, que de fato se aprende.

Sendo a formação humana um processo que constitui-se por meio da vivência e experiencia, é no momento lúdico que a criança ensaia sua realidade levando-a a adquirir maturidade, ter limites, aprender a ganhar ou perder, desenvolver o raciocínio, concentrar-se e consequentemente adquirir maior atenção. Essa constitui a base de atuação do psicopedagogo. É brincando, que de fato se aprende. É por meio do lúdico que o ser  aprendente projeta sua realidade e passa a saber como lidar com as variações e diferenças encontradas na realidade social, bem como “dominar” seus impulsos ou perceber suas afinidades para com o desenvolvimento do saber progressivo.

Sendo a escola um dos principais locais de aprendizado, ao psicopedagogo, também caberá, solicitar, algumas vezes, as tarefas escolares, observar cadernos, olhar a organização e os possíveis erros, o que o ajudará a compreender-los. O profissional, caso veja necessidade, poderá ir até a escola para conversar com o professor, afinal é ele que tem um contato diário com o aluno e poderá partilhar muitas informações que possam ajudar no tratamento. Poderá, também, apresentar ao professor sugestões que atuem diretamente na melhora do desempenho do aluno enquanto na instituição.

E por último, à esse profissional, também será necessária a intervenção nos hábitos familiares. Elaborando com a família uma rotina de ações que facilitem o cotidiano do aprendente de acordo com o diagnóstico chegado.

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